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Mulheres gamers no Brasil: elas chegaram para conquistar e dominar

As mulheres gamers são 53,6% dos jogadores no Brasil, segundo a Pesquisa Game Brasil 2017. Apesar do aumento crescente desse número nos últimos anos, o público feminino ainda encontra dificuldades, como preconceito e assédio tanto na área dos jogos eletrônicos quanto na área de tecnologia de forma geral.

Confira, neste post, estatísticas sobre a presença das mulheres nos jogos nos últimos anos e como isso, além de ser importante para o aumento da diversidade na área, deve impactar na indústria de tecnologia. Boa leitura!

Aumenta o número de mulheres gamers no Brasil

O número de mulheres que jogam tem crescido continuamente nos últimos anos no país. Em 2013, elas eram 41% dos jogadores. Em 2015, 47,1%. Esse número saltou para 52,6% em 2016 e 53,6% em 2017.

A presença de mulheres na área dos jogos, entretanto, não é recente. Em 1978, a programadora e desenhista Carol Shaw, primeira mulher a trabalhar no desenvolvimento de games, iniciava sua carreira. Ela ficou conhecida por participar da criação de um dos jogos mais populares de sua época, o River Raid, um clássico do Atari. E ela não é a única.

Ainda assim, historicamente, a área dos jogos e da tecnologia foram, de forma mais ampla, dominadas pelos homens. O videogame, por muitos anos, foi considerado um “brinquedo de menino” e a figura feminina aparecia nos jogos apenas como prêmio ou objeto sexual. O resultado disso é uma grande quantidade de preconceitos e ataques às mulheres que precisam ser enfrentados até hoje.

A presença das mulheres levanta discussões importantes

No final de 2016, a Women Up Games, organização que promove a inserção de mulheres no mercado dos jogos, seja como jogadora ou desenvolvedora, criou a campanha #SerMulherEmGames para chamar atenção para o que as mulheres enfrentam no ambiente dos jogos.

A campanha pedia que jogadoras compartilhassem “alegrias e desabafos” de sua experiência. O resultado é uma série de relatos sobre como elas ouvem que deveriam estar na cozinha, são xingadas e precisam utilizar fotos e nomes masculinos para evitar os assédios moral, psicológico e sexual.

Outra campanha, chamada #MyGameMyName, lançada pela ONG norte-americana Wonder Women Tech em 14 países, convidou jogadores homens para usar nicknames femininos e sentir o que elas sofrem. O resultado é um vídeo que mostra os comentários absurdos que eles tiveram de escutar.

Com o aumento da participação feminina no mundo dos jogos, cresce a discussão sobre o machismo e a representação na área. Diversos grupos, eventos e canais na internet são criados por mulheres e as têm como público para trabalhar sua inclusão e a representatividade nos jogos.

Indústria de tecnologia deve estar atenta às mudanças

O mercado de tecnologia e informação deve estar atento a esse cenário. Segundo Willen Puccinelli, diretor geral da Xbox na Microsoft Brasil, o público feminino não é mais tendência e sim realidade.

A criação de personagens femininos fortes e não sexualizados, como Alyx Vance (Half-Life), Amanda Ripley (Alien Isolation) e Clementine (The Walking Dead), e de jogos de estratégia e aventura, preferidos delas, por exemplo, são alguns dos caminhos que a indústria deve analisar.

Assim, sabendo do crescimento de mulheres gamers no mercado, podemos esperar a criação de novos produtos voltados especificamente para esse público e desejar que o preconceito tenha game over.

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Thiago Cabral

Bacharel em administração e pós-graduado em Gestão e Governança de TI pela FIAP. Com cerca de 10 anos de experiência no mercado de segurança da informação, ajudou a fundar a empresa Athena Security, onde atua como Sócio-Diretor responsável pelas estratégias de Marketing e pela qualidade de atendimento ao cliente. Acredita que a chave para o sucesso é a especialização, atendimento consultivo e visão inovadora.

 

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