Afinal, o que é um framework? Entenda aqui! - Blog Athena Security: Tecnologia e segurança para o seu negócio
Afinal, o que é um framework? Entenda aqui!

Você sabe o que é framework e de que forma ele pode contribuir para a eficiência da Segurança da Informação da sua empresa? Grande parte dos gestores desconhece esse conceito e a sua relevância dentro do planejamento e da organização dos seus negócios.

Esse recurso conta com um conjunto de técnicas, ferramentas ou conceitos previamente estabelecidos para solucionar o problema de um projeto ou domínio específico. Por meio do framework é possível ter uma estrutura única de gestão de riscos que contempla e pode ser usada por todos os departamentos da companhia.

Quer melhorar os resultados dos seus processos internos? Confira, neste post, tudo o que você precisa saber sobre framework e os seus benefícios!

O que é um framework?

A expressão framework refere-se a um conjunto de códigos, desenvolvidos em uma linguagem de programação, que relacionam-se entre si com o objetivo de oferecer funcionalidades ao desenvolvedor do software.

Para quem não é especialista no tema e quer entender o assunto, basta comparar o framework com uma caixa de ferramentas. Ele representa uma série de recursos que podem ser usados para a construção de um software, eliminando a necessidade de o desenvolvedor investir tempo em operações básicas.

A sua utilização é indicada quando o desenvolvedor precisa realizar uma tarefa repetitiva. Não há necessidade de perder tempo montando uma peça se já existe uma ferramenta que faz isso de forma totalmente eficiente e qualificada.

Como funciona?

As funções do framework apresentam uma ampla variedade de parâmetros, assegurando que o desenvolvedor consiga fazer personalizações de acordo com as necessidades do seu projeto. Para tanto, são aplicados os princípios de orientação a objeto, como a abstração, herança e polimorfismo.

Além disso, é importante dizer que a integração entre as diferentes funções desse recurso é considerada uma das suas principais características. Isso significa que as ferramentas são desenvolvidas de forma aberta, para que sejam adaptadas a diferentes situações.

Os pontos disponibilizados pelo framework são denominados de hook points ou frozen spots. Enquanto a instanciação e a personalização que são criadas pelo desenvolvedor são chamadas de host spots.

Quais são as suas vantagens?

A utilização das classes de frameworks traz eficiência, poupando diversas horas de desenvolvimento de um software. Mas não é só isso, ela também está atrelada à segurança.

Como existe uma comunidade inteira trabalhando naquele código, o seu nível de segurança é muito mais alto, já que há diversas pessoas o desenvolvendo colaborativamente, apontando possíveis erros e contribuindo para o aumento da proteção.

Outra vantagem é o custo, já que frameworks costumam ser gratuitos. Isso significa que é possível ter acesso a uma excelente ferramenta de desenvolvimento sem precisar gastar nada com isso.

Por fim, as outras duas vantagens que merecem destaque são a documentação e os padrões de codificação. Grande parte dos frameworks tem uma documentação que explica, de forma completa, todo o funcionamento das ferramentas.

Além disso, é impossível utilizar o conjunto de códigos se o usuário não seguir um padrão de codificação. Isso melhora a leitura do código e torna mais simples a sua manutenção.

O que o diferencia de outras formas de modularização?

O que diferencia um framework de outras formas de modularização é a capacidade de integração das suas funções. Enquanto ele apresenta relação de dependência entre os componentes, outras formas operam de maneira independente.

Como ele está ligado à segurança do software?

Um dos grandes desafios das empresas nos dias de hoje é manter a segurança das informações sobre o negócio.

O que muitos empresários não sabem é que nem toda defesa e proteção consiste necessariamente na aquisição de uma ferramenta. Em muitos casos, a mudança de processos ou, até mesmo, a otimização dos recursos já pode atingir o resultado desejado.

Nesse sentido, alguns frameworks foram desenvolvidos pensando em atender à demanda de segurança das empresas. A definição acerca das necessidades e da melhor opção para um negócio estará atrelada às particularidades e às necessidades de cada organização.

Quais são os principais frameworks?

É possível encontrar diversos modelos de frameworks no mercado — entre eles, destacamos o Zend, para projetos mais complexos, que se evidencia por ser um dos mais consistentes e atualizados do mercado. Para PHP, o Laravel é um dos frameworks mais utilizados.

O Symfony é outro que se destaca! Utilizando arquitetura MVC, ele é recomendado para trabalhos mais complexos e em grande escala.

Outro frame para quem utiliza linguagem PHP é o CakePHP. Versátil, ele é muito útil e adapta-se a diversos modelos de projetos.

Por fim, o Phalcon vem crescendo nos últimos anos e destaca-se pela facilidade e agilidade. A comunidade desse framework é extremamente ativa e participativa, contribuindo positivamente para a localização de erros.

Quais são os cuidados necessários para usar essa tecnologia?

Na hora de usar o framework é necessário tomar alguns cuidados específicos para evitar problemas que acabem comprometendo o desenvolvimento dos seus projetos. Veja como proceder.

Analise o número de pessoas que utilizarão o código criado

Muitas pessoas utilizando o mesmo código aberto pode resultar em confusões que interfiram negativamente no desenvolvimento do projeto. Por isso, fique a par de quantas pessoas acessarão o código e treine essa equipe para aplicar os procedimentos adequados na correção de bugs e vulnerabilidades que possam surgir.

Faça uma documentação clara e precisa

A qualidade da documentação é imprescindível para apontar como você poderá usar um framework, quais são os seus requisitos e limitações. Em suma, os documentos produzidos funcionarão como um manual ou receita de boas práticas a serem seguidas.

Caso a documentação não esteja clara ou atualizada, a tendência é que cause problemas que inviabilizem a sua consulta ao aplicar o framework. Levando isso em consideração, avalie se o projeto tem condições de assumir os riscos de lidar com um conjunto de ferramentas ou códigos que não têm uma definição objetiva sobre as consequências que podem gerar.

Personalize o framework conforme as necessidades do projeto

Há muitos frameworks que contam com um conjunto de funcionalidades ou possibilidades de utilização que não aderem as necessidades do seu projeto. Portanto, essas opções adicionais nem sempre são úteis e bem-vindas.

Assim sendo, é recomendado observar o quão aderente um framework é ao projeto desenvolvido. Caso tenha dúvidas, provavelmente, iniciá-lo do zero pode ser mais vantajoso que usar um framework.

Avalie os riscos do uso do framework

Apesar de muito útil, se não for feito corretamente, o uso de frameworks pode trazer alguns riscos para o seu projeto. Para evitá-los é preciso compreender qual será o impacto da ferramenta no funcionamento do processo ou sistema a ser implementado. Não são raras as vezes em que a utilização do framework interrompeu a integração de sistemas ou ate mesmo deixou algum aplicativo indisponível.

Preste atenção na linguagem que você está utilizando e se ela interage com o framework. Tenha em mente que o desenvolvimento do framework pode ser uma abstração da linguagem, uma maneira de ela interagir com as outras linguagens e sistemas. Nesse sentido, nem sempre é possível entender os detalhes de todos os componentes ou códigos, mas é crucial saber como os códigos utilizados e o seu projeto vão interagir.

Por fim, fique atento às atualizações tanto do sistema quanto do frame, pois elas podem modificar as atualizações feitas anteriormente. Acompanhe esse tipo de processo com cautela para não prejudicar o seu trabalho.

Como você pode perceber, o uso e frameworks acrescenta muito mais praticidade para o desenvolvimento dos seus projetos. Porém, as empresas que têm interesse em desenvolvê-lo devem ter atenção à necessidade de contratar profissionais especializados. Isso garante segurança para o negócio e eficiência na solução contratada.

Gostou desse post? Ficou com alguma dúvida? Deixe o seu comentário aqui embaixo para que possamos te ajudar!

 

Thiago Cabral

Bacharel em administração e pós-graduado em Gestão e Governança de TI pela FIAP. Com cerca de 10 anos de experiência no mercado de segurança da informação, ajudou a fundar a empresa Athena Security, onde atua como Sócio-Diretor responsável pelas estratégias de Marketing e pela qualidade de atendimento ao cliente. Acredita que a chave para o sucesso é a especialização, atendimento consultivo e visão inovadora.

 

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